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Núcleo I - Centro
No dia 29 de junho de 1993, o Conselho Inspetorial reuniu-se para
tratar de diversos assuntos, entre eles, o Redimensionamento do
Externato São João de Campinas, onde ficou decidido:
3. O valor em dinheiro à disposição naquela
época pelo Externato enquanto Escola Particular permaneceria
em função da nova Obra.
Os
objetivos e metas iniciais, embora os Salesianos estivessem cientes
de que a rotina do trabalho posterior levaria à mudanças,
eram os de estando perto do Centro e perto dos terminais rodoviários,
identificar os menores, registrando sua procedência e demais
dados, trabalhá-los no sentido de favorecer futuramente cursos
pré-profissionalizantes, alimentação, lazer,
escola formal de 1ª a 4ª séries e encaminhamento
ao trabalho e atendimento à família. Tinha-se na época,
a previsão de um atendimento máximo de 500 adolescentes.
Em 21 de dezembro de 1993, foram suspensas as atividades da escola
como educação formal.
O tempo normal de reflexão e preparo burocrático
para a formação do trabalho, possibilitou em março
de 1994, uma expectativa e projeto com relação ao
albergue noturno. Até abril de 1994, os materiais e móveis
já haviam começado a ser adquiridos. O albergue foi
preparado neste período, para um atendimento a 20 adolescentes.
Em maio de 1994, tanto no sistema aberto como de albergue, os Salesianos
mantiveram um trabalho baseado no preparo de pessoal e estruturação
geral da Entidade, para o início do atendimento, com as devidas
avaliações e tempo de observações.
A mudança de clientela exigiu uma adaptação
parcial do prédio e adaptações dos espaços
existentes e os Salesianos, unidos a um grupo de leigos contratados,
uma assistente social, uma psicóloga, o administrador geral,
dois educadores, iniciaram o novo trabalho de acolher e favorecer
a vida das crianças e adolescentes em situação
de desproteção e risco pessoal e social.
No final de 1994, o Externato São João tinha uma
média de 120 atendimentos no programa sócio-educativo
e 18 atendimentos no sistema de albergue e contava com a participação
efetiva de 38 famílias nas reuniões mensais.
Nos anos posteriores, atividades novas foram sendo inseridas e
alteradas conforme as necessidades até chegar aos dias de
hoje, com uma média de 922 atendimentos mensais.
Programas:

Programa
Sócio-Educativo
O Programa Sócio-Educativo oferece aos
adolescentes de 12 a 18 anos, em situação de vulnerabilidade
social no município de Campinas, atividades sócio-educativas
no período contrário à escola, como:
-
Projeto de Orientação para o Trabalho
: trabalha a introdução ao desenho técnico,
matemática, comunicação e expressão
(técnicas de leitura, interpretação e escrita),
elétrica básica e informática. Oferece
ainda aulas de capoeira, dança, teatro, coral, violão,
teclado e futebol;
-
Pastoral
: ensino religioso, esportes, debates, gincanas, cultos, danças,
teatros, cantos, bandas, celebrações, passeios,
passeatas, movimentos de férias, etc.;
-
Programa de Erradicação do Trabalho
Infantil (PETI) : são realizados atendimentos
diários às crianças e adolescentes que
atuavam no mercado informal, normalmente na venda, entrega de
panfletos, mendicância nos sinaleiros e outros pontos
do centro da cidade de Campinas e que agora recebem uma bolsa
mensal para que participem das atividades sócio-educativas
no período contrário a escola, junto com os demais
educandos.
Clique aqui e
confira
algumas fotos!!
Programa Sócio Educativo de
Liberdade Assistida
O programa de Liberdade Assistida atende 100 (cem) adolescentes
de ambos os sexos, que têm entre 12 (doze) e 18 (dezoito)
anos, oriundos de diferentes bairros da cidade, que têm em
comum o fato de terem cometido um ato infracional – qualquer
que seja ele – resultando em ameaça ou violação
dos seus direitos de outros. Os adolescentes são encaminhados
sob ordem judicial, para cumprir a Medida Sócio-Educativa
que tem prazo mínimo de 6 meses.
Entende-se
o Programa de LA como um projeto diferenciado, que merece atenção
e cuidados específicos, por ser uma população
com necessidades e características próprias e por
ser um grupo em que o risco já se efetivou e trouxe conseqüências
de desajustamento: conflito com a lei.
O cumprimento da Medida Sócio-Educativa de Liberdade Assistida
assegura aos adolescentes pelo menos dois atendimentos semanais,
sendo um individual e outro em grupo com o intuito de fortalecer
os vínculos e facilitar os encaminhamentos. Os atendimentos
são programados e têm uma seqüência de assuntos
a serem abordados. Os pais ou responsáveis devem estar envolvidos
no processo de cumprimento da medida, se reunindo em grupo uma vez
por semana com o acompanhamento dos técnicos.
O que diferencia o Programa de Liberdade Assistida da OSSJB de
outros programas é o fato de que o adolescente é trabalhado
para ser inserido no Programa Sócio–Educativo em Meio
Aberto (diário) e tem a possibilidade de conviver com outros
adolescentes que participam dos projetos, o que facilita a inclusão
e ressocialização.
Os encaminhamentos para cursos profissionalizantes são
realizados de acordo com o interesse dos adolescentes e às
possibilidades que a rede de tendimento municipal oferece.
Programa Renda Cidadã
A Entidade atende 30 (trinta) famílias
beneficiadas do Programa Renda Cidadã, programa esse que
beneficia com R$ 60,00 por mês as famílias que possuem
renda total de até 2 (dois) salários mínimos.
Em contrapartida as mesmas se comprometem a participar de um trabalho
socioeducativo, com o objetivo de prepará-las para geração
de renda e inclusão no mercado de trabalho.
O setor de Serviço Social acompanha, orienta, encaminha
e responde pelo trabalho desenvolvido com os beneficiários,
através de Relatórios Bimestrais. As reuniões
acontecem semanalmente com atividades que estimulam a geração
de renda e inserção no mercado de trabalho, trabalhando
com as famílias também no sentido de assumirem suas
funções, autonomia e responsabilidade sociais.
Centro Municipal de Ensino Fundamental
para Jovens e Adultos (CEMEFEJA)
A
necessidade de implantação de supletivo para complementar
o trabalho Sócio-Educativo realizado, foi-se evidenciando
ao longo dos anos, uma vez que, uma porcentagem grande de adolescentes
atendidos possui defasagem escolar e em geral não são
mais aceitos nas escolas regulares de suas comunidades por motivos
diversos, como por exemplo: indisciplina. Assegurar a permanência
destes nas escolas próximas à suas casas estava se
tornando uma tarefa praticamente impossível porque nem sempre
podíamos contar com colaboração de seus pais
ou dos profissionais da escola para um acompanhamento efetivo. Diante
desta situação viu-se a possibilidade de implantar
uma escola diferenciada que pudesse atender a estas necessidades.
E porque dentro da Obra Social?
Simplesmente porque os adolescentes gostam de estar na entidade
e já possuem um bom vínculo com os educadores, o que
com certeza é um fator importante que contribui para o sucesso
deste projeto.
Iniciamos como salas-de-aula vinculadas a uma escola do centro
da cidade, hoje somos legalmente independentes, com projeto pedagógico
adaptado à população atendida, inclusive contamos
com uma sala chamada “transição”, destinada
aos adolescentes em situação de rua, que tem como
objetivo promover o retorno à escola regular, e funciona
como uma adaptação.
É relevante destacar que o trabalho educativo é
realizado coletivamente pela equipe da escola (funcionários
cedidos pela Prefeitura Municipal) e pela equipe educativa da Obra
Social, que funciona como apoio e suporte para o trabalho da escola,
através de atendimentos individuais, encaminhamentos, visitas
domiciliares e refeição para os alunos.
O CEMEFEJA (Centro Municipal de Ensino Fundamental para Jovens
e adultos) funciona no período vespertino com uma sala para
cada série de 1ª a 8ª série.
Centro
de Defesa da Criança e do Adolescente Domingos Sávio
(CEDECA)
Nos dez anos de trabalho social desenvolvido
através dos Programas da Obra Social São João
Bosco, evidenciou-se a necessidade de criar um programa voltado
à concretização dos direitos de crianças
e adolescentes que foram vitimados. Assim, foi criado o Centro de
Defesa “Domingos Sávio”.
Considerando a histórica omissão pública
na realização dos direitos voltados a esta esquecida
parcela da sociedade, foi necessário pensar num serviço
que cobrasse, em prioridade, a efetiva ação governamental
por meio do atendimento aos que sofrem violação do
direito e delimitasse as competências dos agentes legais (CT,
Vara da Infância, Secretarias Municipais, Entidades Sociais,
entre outras) incumbidos de garantir e realizar esse atendimento.
Pretende, não substituir quaisquer dos agentes e sim, fortalecer
a atuação de cada um deles, cobrando suas respectivas
ações de atendimento.
Assim, desde 2002, este programa vem atuando na cobrança
de ações, social e juridicamente, visando que cada
ator faça sua parte no cumprimento do direito previsto em
lei. Seu público alvo é a criança e o adolescente
de 0 a 18 anos violados em seus direitos.
Está fundamentado no artigo 87, inciso V, da Lei Federal
8.069/90 (ECA) e seu objetivo, além de garantir a defesa
jurídico-social deste público é, principalmente,
fazer com que quem tenha o dever legal de atender o violado o faça.
Isto o diferencia de uma assistência judiciária e lhe
confere forte respeitabilidade no município frente aos demais
agentes da rede municipal de atendimento.
Centro Juvenil:
O esporte está presente no cotidiano
das Obras Salesianas, tendo uma participação efetiva
por parte dos educandos.
Desta
forma, o Centro Juvenil proporciona às crianças e
aos adolescentes moradores em 66 (sessenta e seis) bairros da periferia
da Cidade de Campinas, condições favoráveis
de atendimentos, através de atividades físicas, esportivas
e recreativas durante a semana e finais de semana.
Este Projeto possibilita adotar atitudes de respeito mútuo,
dignidade e solidariedade em situações lúdicas
e esportivas. A conscientização no que diz respeito
à violência no esporte, e a importância da perseverança
e regularidade no desenvolvimento das atividades quando se busca
um aperfeiçoamento nas competências esportivas, também
é trabalhada. Consideramos que a participação
nas atividades esportivas estabelece relações equilibradas
e construtivas, reconhecendo e respeitando características
físicas e de desempenho de si próprio e dos outros.
Campanha União Pela Vida (UPV)
A Campanha União Pela Vida tem a finalidade
de trazer valiosos colaboradores que de alguma forma acreditam
na educação, e querem exercer o seu papel
de cidadão consciente, ajudando a transformar
as crianças e adolescentes que se encontram em situação
de vulnerabilidade social em adultos participativos e também
conscientes de seus direitos e seus deveres.
Trabalho Voluntário
FAÇA A SUA PARTE !!!!!
Voluntário é aquele que, devido a seu interesse
pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte de
seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas
de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou
outros campos.
Qualquer pessoa pode se tornar um voluntário, independente
do grau de escolaridade ou idade, o importante é ter boa
vontade e responsabilidade, acima de tudo.
Uma Instituição Social não se realiza apenas
com ideais. Para dar vida à sua missão, várias
pessoas se mobilizam e dedicam seu tempo, talento e trabalho para
transformar o sonho em uma realidade palpável.
A OSSJB precisa da colaboração de muitos voluntários,
nos 03 Núcleos de sua ação, bem como na sua
ação em meio da sociedade, desenvolvendo muitas atividades
de suporte.
Assim, diariamente voluntários de diferentes campos e funções
assistem, apoiam e trabalham em ações educativas dentro
da Instituição, em busca do grande sonho de um Brasil
solidário e cidadão.
E se você é como a gente que acredita em um mundo
melhor, construído a várias mãos e corações,
junte-se a nós: teremos o prazer de receber seu carinho,
apoio e talento em nossa equipe
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Núcleo II –
Vida Nova
A existência do Núcleo II deu-se devido à necessidade
de descentralizar o trabalho da OSSJB. A descentralização,
que é uma diretriz para o trabalho com a criança e
com o adolescente estabelecida pelo CMDCA (Conselho Municipal dos
Direitos da Criança e do Adolescente), favorece o trabalho
em muitos aspectos. A proximidade com a realidade social, a inserção
na comunidade local e a vivência da rotina possibilitam uma
intervenção mais voltada às necessidades da
população atendida, além de propiciar uma convivência
mais próxima e personalizada.
O
trabalho no bairro Vida Nova iniciou-se em 1996 com um grupo de
pais ou responsáveis, e era realizado por voluntários
que se reuniam em um salão comunitário, espaço
emprestado.
No ano de 1998, o Externato adquiriu um terreno no bairro, e a
partir desta nova perspectiva começou-se a visualizar concretamente
o projeto de descentralização. No segundo semestre
deste ano, ainda sem uma construção, os adolescentes
moradores dos bairros: Vida Nova, Vila Vitória e adjacências
começaram a ser atendidos no barracão, utilizado como
igreja do bairro Vila Vitória, até que a construção
fosse concluída e que o trabalho pudesse acontecer nas suas
dependências.
No final do ano de 1998, mais especificamente em meados de outubro,
os educandos passaram a ser atendidos no próprio prédio
do Externato e com melhores condições de desenvolver
um trabalho sócio-educativo. Essa descentralização
foi pioneira e tem surtido efeitos positivos para a comunidade.
O Núcleo II está situado em uma das áreas
mais pobres da cidade de Campinas no bairro Vida Nova. A clientela
é desfavorecida economicamente e necessita de uma formação
cristã e de oportunidade para desenvolver habilidades, formar
valores éticos, sociais e morais para alicerçar suas
famílias e para o desenvolvimento pleno de suas capacidades.
A população atendida tem faixa etária que
varia de 07 a 18 anos incompletos e tem características peculiares
de desproteção: famílias desestruturadas, muitos
casos de alcoolismo, com uma certa freqüência tem-se
casos de maus-tratos, violência doméstica, negligência,
etc. O que de fato permeia estas famílias é a miserabilidade
e abandono das políticas públicas de proteção.
A
transformação do educando é promovida através
da formação humanista-cristã que promove a
cidadania dos educandos e seus familiares, a prática da solidariedade,
o convívio humano saudável e a paz. Essa nova visão
do mundo muda a vida do educando, de seus familiares e da comunidade.
É importante ressaltar a relevância deste trabalho
realizado no bairro Vida Nova, porque na época de sua implantação
foi feita uma pesquisa onde se constatou que a maioria das crianças
e adolescentes que viviam em situação de mendicância,
trabalho informal ou perambulavam pelas ruas do centro eram moradores
do bairro Vida Nova ou da região. Ainda hoje, constata-se
que muitas crianças e/ou adolescentes desta região
se encontram nesta situação, embora em número
muito menor.
Programas:
Programa Sócio–Educativo
em Meio Aberto:
Oferece
atividades diárias para educandos com faixa etária
entre 12 e 18 anos incompletos, visando um processo educativo voltado
à ressocialização, respeito às regras,
ao estímulo para uma convivência harmoniosa, ao acompanhamento
escolar e a superação de etapas da vida.
Como instrumentos para atingir o pleno desenvolvimento do educando,
utilizamos algumas atividades específicas sendo elas: reforço
escolar, digitação, comunicação e expressão,
higiene e saúde, ensino religioso. Acreditamos que atividades
lúdicas e esportivas contribuem de forma significativa para
a formação integral, sendo assim, são oferecidas
aulas de: capoeira, dança, tae kown do (arte marcial), violão,
biscuit e futebol, que são optativas.
Grupo União:
As famílias são as protagonistas deste projeto, o
trabalho tem como objetivo dar condições de uma alimentação
digna com distribuição semanal de sacolas contendo
alimentos, seguido de conscientização realizadas através
de reuniões semanais, visita domiciliares, atendimentos individuais,
cujo objetivo é esclarecimento quanto aos valores nutritivo
de cada alimento e sua preparação para garantir uma
qualidade de vida, além de possibilitar às famílias
o fortalecimento de seus vínculos, dar condições
para a emancipação através de cursos profissionalizantes,
visando a inserção no Mercado de Trabalho, assegurando
o respeito e espaço de participação em busca
da inclusão social das crianças , adolescentes e respectivas
famílias.
Programa Viva Leite:
Atualmente o Núcleo II atende 53 famílias, distribuindo
3 litros de leite (por criança de cada família), semanalmente.
O programa é uma parceria com a Secretaria Municipal de Assistência
Social, Coordenadoria Setorial de Assistência Social, e OSSJB
com o objetivo de atender crianças de 0 a 06 anos desnutridas,
que são acompanhadas pelo Posto de Saúde da região
(realizando a pesagem e os atendimentos necessários). As
famílias recebem orientações e acompanhamento.
Grupo Renascer:
Hoje, o Grupo Renascer oferece 12 oficinas profissionalizantes:
culinária, manicure, eletricista, cabeleireiro, corte e costura,
pintura em tecido, pintura, bonecos, ímã de geladeira,
ponto cruz, crochê e bordado, atualmente atendendo 280 pessoas
por semestre com idade a partir de 16 anos. As aulas acontecem duas
vezes por semana e são adaptadas ao espaço físico
existente na Unidade II da OSSJB.
É importante ressaltar que o Grupo Renascer foi criado com
o objetivo de resgatar na população a auto-estima
e o engajamento na construção da cidadania, e, através
desses três anos de existência, é possível
perceber que estes objetivos estão sendo alcançados,
já que essas pessoas têm adquirido nova atitude e impulso
diante das inúmeras dificuldades que enfrentam. O Projeto
só tem a crescer, pois, em vista das limitações
existentes (espaço físico, carência de materiais
para realizar as oficinas), são obtidos ótimos resultados,
e muitas pessoas hoje trabalham e sustentam suas famílias
graças ao que aprenderam e aprendem nessas oficinas. Outras
ainda, auxiliam como voluntárias nas atividades oferecidas.
Centro Juvenil:
Objetiva proporcionar às crianças
e aos adolescentes moradores no Bairro Vida Nova e região,
condições favoráveis de atendimentos, através
de atividades físicas, esportivas e recreativas durante a
semana e finais de semana.
O esporte está presente no cotidiano das Obras Salesianas,
tendo uma participação efetiva por parte dos educandos.
No Núcleo II é desenvolvido atividades esportivas
de 2.ª a 2.ª feira, em horários alternativos, proporcionando
atividades diversificadas nessa área.
Este
Projeto possibilita adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade
e solidariedade em situações lúdicas e esportivas.
A conscientização no que diz respeito à violência
no esporte, e a importância da perseverança e regularidade
no desenvolvimento das atividades quando se busca um aperfeiçoamento
nas competências esportivas, também é trabalhada.
Consideramos que a participação nas atividades esportivas
estabelece relações equilibradas e construtivas, reconhecendo
e respeitando características físicas e de desempenho
de si próprio e dos outros. A Entidade visa conhecer, organizar
e interferir no espaço de forma autônoma, bem como,
reivindicar locais adequados a fim de promover atividades esportivas
de lazer, reconhecendo-as como uma necessidade básica na
melhoria da qualidade de vida do adolescente e como um direito do
cidadão.
A Paróquia Dom Bosco
A ação social hoje em dia se torna possível
unicamente graças à parceria com pessoas físicas
e ou jurídicas, uma vez que, o poder público, que
nem sempre é fiel à sua finalidade de promover o bem
público, isto é, de todos, se torna cada vez mais
incapaz de atender à população empobrecida.
A Paróquia Dom Bosco surge nesse imaginário, como
um marco de entendimento do trabalho que a Obra Social São
João Bosco faz. E forma um grande número de voluntários
que atuam em todos os setores, e são adolescentes, jovens
e adultos.
Embora a Paróquia Dom Bosco se configure como uma outra
instância de promoção e formação
do povo, age como expressão de fé, no entanto, anda
de mãos dadas com a OSSJB, uma vez que, trabalha eficazmente
mais de uma centena de famílias que vivem na miserabilidade
e que, muitas vezes, têm filhos que freqüentam a obra
social.
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Núcleo III
– Parque Oziel:
A pedido do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança
e do Adolescente) e da Associação de Moradores do
Bairro, a OSSJB começou a desenvolver um trabalho educativo
no bairro.
O
trabalho sócio-educativo realizado pela OSSJB no Parque Oziel
e região foi implantado no ano de 1999. O trabalho iniciou-se
pelo bairro devido à grande demanda de crianças e
adolescentes moradores nesta região de ocupação,
portanto, vivendo em situação de risco.
A região invadida não possuía recursos de
atendimento à população, saneamento básico
a não ser uma escola que a princípio funcionou em
condições precárias de atendimento, sendo estruturada
em containers que serviram como salas de aula. Eram 11 containers
onde estudavam cerca 500 alunos por período: manhã,
intermediário e tarde. A instalação em containers
ocasionou inúmeros problemas, a ponto da escola ter que ser
transferida para um prédio alugado. O que também se
tornou uma situação complicada devido ao fato da localização
da escola ser em lugar inadequado: muito longe do bairro e próxima
de rodovias. Alguns alunos, inclusive no trajeto de ida e vinda
da escola foram seguidos e até assediados, o que levou muitos
pais a tirarem os filhos da escola.
Após muita luta da comunidade, através de reuniões
e reivindicações, a escola do bairro foi construída
e começou a funcionar.
A população do bairro é estimada em aproximadamente
9.000 famílias e 45.000 pessoas.
No primeiro semestre de 1999, uma educadora social, realizava
o trabalho através de visitas às famílias com
o objetivo de formar grupos de adolescentes e de pais. O trabalho
não tinha uma sede e ocupava os espaços que a comunidade
disponibilizava, entre eles: terrenos desocupados, igreja e a cozinha
comunitária.
Com o passar do tempo a educadora começou a ser acompanhada
por um monitor de capoeira e formou-se um grupo de adolescentes,
que não tinha local específico para sua reunião.
Foi então que a Associação de Moradores de
Bairro ofereceu uma sala onde funcionava uma cozinha comunitária
que foi fechada. A sala era pequena e em péssimas condições,
não apresentava possibilidade de ser um ambiente educativo
saudável. Os Salesianos realizaram uma reforma na sala e
até hoje usa suas dependências para realização
de seu trabalho.
Em 2002 a Prefeitura Municipal implantou um Centro de Saúde
no bairro que funciona ainda em condições não
muito adequadas.
O trabalho realizado é muito importante para o bairro porque
usa o tempo disponível das crianças e dos adolescentes
com atividades saudáveis que prezam pelo aprendizado de valores
cristãos, tirando-os da rua e do convívio com pessoas
envolvidas no mundo do crime. Temos convicção de que
através da aplicação do Sistema Preventivo
de Dom Bosco poderemos aumentar a qualidade de vida dos educandos,
de suas famílias e do próprio bairro, colaborando
assim, para a construção de uma sociedade mais justa
e digna.
Programas:
Programa Sócio-Educativo em
Meio Aberto:
No
início do ano de 2003, todos os adolescentes atendidos no
Núcleo foram encaminhados para o Núcleo Centro e passamos
a dar maior atenção à demanda de crianças
com faixa etária entre 07(sete) e 12(doze).
O atendimento desta população passou a ser no Oratório
diário, com atividades que trabalham: reforço escolar,
higiene e saúde, ensino religioso, capoeira, dança,
canto e futebol.
No Núcleo III o Programa Sócio Educativo tem o objetivo
de o ferecer um espaço educativo que fortaleça o espírito
de família e hábitos fraternos de convivência
através de atividades formativas diárias para que
as crianças cresçam de forma saudável, se tornem
conscientes de seu papel na sociedade e sejam capazes de intervir
na sua realidade social, transformando-a.
Oratório Festivo de
Dom Bosco
O
Oratório é um espaço criativo, fraterno e alegre
que reúne crianças, adolescentes e jovens para realizarem
atividades que ocupem o tempo livre com atividades educativas, promovendo
a sociabilização, recreação, criatividade,
convivência e formação de grupos de liderança
que possam animar e educar, conscientizando para o exercício
da cidadania.
Dom Bosco não foi o fundador do Oratório (que anteriormente
se chamava Oratório Festivo). Sob sua orientação
e modelo o Oratório deu certo, se firmou, se desenvolveu,
se multiplicou e tornou-se presente no mundo inteiro. Tanto é
assim que se tornou conhecido como Oratório de Dom Bosco.
Quando os educadores entendem o valor da família que é
o Oratório e aceitam vivenciar a proposta educativa de Dom
Bosco, tornam-se no dia-a-dia pais e mães dos educandos,
consolidando uma organização educacional das mais
produtivas e eficientes.
O campus territorial e pastoral do projeto oratoriano é
sempre a periferia, onde estão crianças, adolescentes
e jovens que não possuem oportunidades, têm tempo ocioso
e que por isso estão mais vulneráveis à inserção
na criminalidade. Em grande parte, o trabalho nos oratórios
é realizado por educadores voluntários que se encantam
com o Sistema Preventivo de Dom Bosco e querem vivenciá-lo
através do contato com os oratorianos.
Dom
Luciano Mendes de Almeida, o ideólogo da Pastoral do Menor,
afirmou em 1982, no Capítulo Inspetorial dos Salesianos em
São Paulo: “Eu peço um padre salesiano, que
venha trabalhar na Pastoral da Criança e do Adolescente que
estamos iniciando, e que nos ensine a fazer Oratório Festivo(...)eu
tenho consciência que Deus destinou à organização
chamada Oratório Festivo à salvação
da Juventude. Deus suscitou Dom Bosco para isso. Precisamos ter
um Oratório em cada rua desta cidade”.
As crianças, adolescentes e jovens precisam da existência
do Oratório Salesiano para se ocuparem de forma educativa!
Programa Viva – Leite:
O Programa VIVA LEITE do Parque Oziel é uma parceria com
a Secretaria Municipal de Assistência Social e OSSJB que visa
dar atendimentos e acompanhamento às crianças de 0
a 06 anos, desnutridas, que são acompanhadas pelo Posto de
Saúde da região. Atualmente o Núcleo II atende
53 famílias, distribuindo 3 litros de leite (por criança
de cada família), semanalmente. As famílias também
recebem orientações e acompanhamento.
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Programa
de Apoio Sócio Familiar
O
Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90 - ECA)
e a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) vieram
para reforçar a importância do trabalho com as famílias,
e é com esta consciência que a OSSJB oferece o Programa
Orientação e Apoio Sócio Familiar
(ECA - artigo 90, inciso I) às famílias das crianças
e adolescentes atendidos em todos os Programas e Projetos Institucionais.
Sob a ótica da assistência social, a família,
como núcleo natural e fundamental da sociedade, é
o lugar por excelência de proteção e inclusão
social. É onde se dá o primeiro contato das crianças
e adolescentes com outras pessoas, é nela que aprendem a
agir, o que devem pensar, e usam dos familiares como exemplos para
suas vidas.
No trabalho com a criança e adolescente em situação
de desproteção, ameaça ou violação
dos direitos, o trabalho com as famílias é essencial
e na OSSSJB é realizado por meio de ações sócio
educativas e de geração de trabalho e renda, que contribuem
para o seu processo de emancipação, para sua promoção
e inclusão social, formando-as protagonistas do seu próprio
desenvolvimento social.
O
Programa Orientação e Apoio Sócio-Familiar,
propõe favorecer o fortalecimento dos laços familiares,
oportunizando a criação de espaços de socialização
e construção de identidades e permitindo ainda que
o grupo familiar se perceba como ente participativo e sujeito de
direitos aos bens e serviços produzidos pela comunidade.
O trabalho se desenvolve em interface com outras áreas,
com os serviços das demais políticas públicas
e com os recursos existentes nas comunidades (vizinhanças,
igrejas, associações de bairro, postos de saúde,
etc), estabelecendo um sistema de rede onde são desenvolvidas
diferentes ações, o que facilita as oportunidades
de desenvolvimento pessoal e social e aumento do nível da
qualidade de vida das famílias.
São realizados atendimentos individuais, visitas domiciliares
e reuniões em diferentes grupos semanais, além do
encontro mensal, realizado sempre no último sábado
de cada mês.
As dinâmicas, orientações e atividades realizadas
nos grupos semanais transcendem aos momentos de encontro atingindo
rapidamente outros aspectos importantes na vida diária da
família como o alcoolismo, violência, drogadição,
desemprego, orçamento doméstico, geração
de renda, direitos e deveres, saúde da mulher, etc.
As atividades de geração de renda respondem ao ritmo
dos próprios pais, num primeiro passo com trabalhos artesanais,
artísticos e dinâmicas apropriadas, passando posteriormente
para oficinas e cursos conforme o interesse de cada um, sempre buscando
o objetivo maior de percepção de suas verdadeiras
necessidades para a melhora da qualidade de vida.
^topo^ |
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