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 Núcleo I - Centro

No dia 29 de junho de 1993, o Conselho Inspetorial reuniu-se para tratar de diversos assuntos, entre eles, o Redimensionamento do Externato São João de Campinas, onde ficou decidido:

  • Encerrar a escola acadêmica paga;

  • A nova finalidade seria a de Obra Social;

3. O valor em dinheiro à disposição naquela época pelo Externato enquanto Escola Particular permaneceria em função da nova Obra.

Os objetivos e metas iniciais, embora os Salesianos estivessem cientes de que a rotina do trabalho posterior levaria à mudanças, eram os de estando perto do Centro e perto dos terminais rodoviários, identificar os menores, registrando sua procedência e demais dados, trabalhá-los no sentido de favorecer futuramente cursos pré-profissionalizantes, alimentação, lazer, escola formal de 1ª a 4ª séries e encaminhamento ao trabalho e atendimento à família. Tinha-se na época, a previsão de um atendimento máximo de 500 adolescentes.

Em 21 de dezembro de 1993, foram suspensas as atividades da escola como educação formal.

O tempo normal de reflexão e preparo burocrático para a formação do trabalho, possibilitou em março de 1994, uma expectativa e projeto com relação ao albergue noturno. Até abril de 1994, os materiais e móveis já haviam começado a ser adquiridos. O albergue foi preparado neste período, para um atendimento a 20 adolescentes.

Em maio de 1994, tanto no sistema aberto como de albergue, os Salesianos mantiveram um trabalho baseado no preparo de pessoal e estruturação geral da Entidade, para o início do atendimento, com as devidas avaliações e tempo de observações.

A mudança de clientela exigiu uma adaptação parcial do prédio e adaptações dos espaços existentes e os Salesianos, unidos a um grupo de leigos contratados, uma assistente social, uma psicóloga, o administrador geral, dois educadores, iniciaram o novo trabalho de acolher e favorecer a vida das crianças e adolescentes em situação de desproteção e risco pessoal e social.

No final de 1994, o Externato São João tinha uma média de 120 atendimentos no programa sócio-educativo e 18 atendimentos no sistema de albergue e contava com a participação efetiva de 38 famílias nas reuniões mensais.

Nos anos posteriores, atividades novas foram sendo inseridas e alteradas conforme as necessidades até chegar aos dias de hoje, com uma média de 922 atendimentos mensais.

 

Programas:

 Programa Sócio-Educativo

O Programa Sócio-Educativo oferece aos adolescentes de 12 a 18 anos, em situação de vulnerabilidade social no município de Campinas, atividades sócio-educativas no período contrário à escola, como:

  • Projeto de Orientação para o Trabalho : trabalha a introdução ao desenho técnico, matemática, comunicação e expressão (técnicas de leitura, interpretação e escrita), elétrica básica e informática. Oferece ainda aulas de capoeira, dança, teatro, coral, violão, teclado e futebol;

  • Pastoral : ensino religioso, esportes, debates, gincanas, cultos, danças, teatros, cantos, bandas, celebrações, passeios, passeatas, movimentos de férias, etc.;

  • Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) : são realizados atendimentos diários às crianças e adolescentes que atuavam no mercado informal, normalmente na venda, entrega de panfletos, mendicância nos sinaleiros e outros pontos do centro da cidade de Campinas e que agora recebem uma bolsa mensal para que participem das atividades sócio-educativas no período contrário a escola, junto com os demais educandos.

          Clique aqui e confira algumas fotos!!

 

 

  Programa Sócio Educativo de Liberdade Assistida

O programa de Liberdade Assistida atende 100 (cem) adolescentes de ambos os sexos, que têm entre 12 (doze) e 18 (dezoito) anos, oriundos de diferentes bairros da cidade, que têm em comum o fato de terem cometido um ato infracional – qualquer que seja ele – resultando em ameaça ou violação dos seus direitos de outros. Os adolescentes são encaminhados sob ordem judicial, para cumprir a Medida Sócio-Educativa que tem prazo mínimo de 6 meses.

Entende-se o Programa de LA como um projeto diferenciado, que merece atenção e cuidados específicos, por ser uma população com necessidades e características próprias e por ser um grupo em que o risco já se efetivou e trouxe conseqüências de desajustamento: conflito com a lei.

O cumprimento da Medida Sócio-Educativa de Liberdade Assistida assegura aos adolescentes pelo menos dois atendimentos semanais, sendo um individual e outro em grupo com o intuito de fortalecer os vínculos e facilitar os encaminhamentos. Os atendimentos são programados e têm uma seqüência de assuntos a serem abordados. Os pais ou responsáveis devem estar envolvidos no processo de cumprimento da medida, se reunindo em grupo uma vez por semana com o acompanhamento dos técnicos.

O que diferencia o Programa de Liberdade Assistida da OSSJB de outros programas é o fato de que o adolescente é trabalhado para ser inserido no Programa Sócio–Educativo em Meio Aberto (diário) e tem a possibilidade de conviver com outros adolescentes que participam dos projetos, o que facilita a inclusão e ressocialização.

Os encaminhamentos para cursos profissionalizantes são realizados de acordo com o interesse dos adolescentes e às possibilidades que a rede de tendimento municipal oferece.

 

   Programa Renda Cidadã

 A Entidade atende 30 (trinta) famílias beneficiadas do Programa Renda Cidadã, programa esse que beneficia com R$ 60,00 por mês as famílias que possuem renda total de até 2 (dois) salários mínimos. Em contrapartida as mesmas se comprometem a participar de um trabalho socioeducativo, com o objetivo de prepará-las para geração de renda e inclusão no mercado de trabalho.

O setor de Serviço Social acompanha, orienta, encaminha e responde pelo trabalho desenvolvido com os beneficiários, através de Relatórios Bimestrais. As reuniões acontecem semanalmente com atividades que estimulam a geração de renda e inserção no mercado de trabalho, trabalhando com as famílias também no sentido de assumirem suas funções, autonomia e responsabilidade sociais.

 

 

  Centro Municipal de Ensino Fundamental para Jovens e Adultos (CEMEFEJA)

 A necessidade de implantação de supletivo para complementar o trabalho Sócio-Educativo realizado, foi-se evidenciando ao longo dos anos, uma vez que, uma porcentagem grande de adolescentes atendidos possui defasagem escolar e em geral não são mais aceitos nas escolas regulares de suas comunidades por motivos diversos, como por exemplo: indisciplina. Assegurar a permanência destes nas escolas próximas à suas casas estava se tornando uma tarefa praticamente impossível porque nem sempre podíamos contar com colaboração de seus pais ou dos profissionais da escola para um acompanhamento efetivo. Diante desta situação viu-se a possibilidade de implantar uma escola diferenciada que pudesse atender a estas necessidades. E porque dentro da Obra Social?

Simplesmente porque os adolescentes gostam de estar na entidade e já possuem um bom vínculo com os educadores, o que com certeza é um fator importante que contribui para o sucesso deste projeto.

Iniciamos como salas-de-aula vinculadas a uma escola do centro da cidade, hoje somos legalmente independentes, com projeto pedagógico adaptado à população atendida, inclusive contamos com uma sala chamada “transição”, destinada aos adolescentes em situação de rua, que tem como objetivo promover o retorno à escola regular, e funciona como uma adaptação.

É relevante destacar que o trabalho educativo é realizado coletivamente pela equipe da escola (funcionários cedidos pela Prefeitura Municipal) e pela equipe educativa da Obra Social, que funciona como apoio e suporte para o trabalho da escola, através de atendimentos individuais, encaminhamentos, visitas domiciliares e refeição para os alunos.

O CEMEFEJA (Centro Municipal de Ensino Fundamental para Jovens e adultos) funciona no período vespertino com uma sala para cada série de 1ª a 8ª série.

 

  Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Domingos Sávio (CEDECA)

 Nos dez anos de trabalho social desenvolvido através dos Programas da Obra Social São João Bosco, evidenciou-se a necessidade de criar um programa voltado à concretização dos direitos de crianças e adolescentes que foram vitimados. Assim, foi criado o Centro de Defesa “Domingos Sávio”.

Considerando a histórica omissão pública na realização dos direitos voltados a esta esquecida parcela da sociedade, foi necessário pensar num serviço que cobrasse, em prioridade, a efetiva ação governamental por meio do atendimento aos que sofrem violação do direito e delimitasse as competências dos agentes legais (CT, Vara da Infância, Secretarias Municipais, Entidades Sociais, entre outras) incumbidos de garantir e realizar esse atendimento.

Pretende, não substituir quaisquer dos agentes e sim, fortalecer a atuação de cada um deles, cobrando suas respectivas ações de atendimento.

Assim, desde 2002, este programa vem atuando na cobrança de ações, social e juridicamente, visando que cada ator faça sua parte no cumprimento do direito previsto em lei. Seu público alvo é a criança e o adolescente de 0 a 18 anos violados em seus direitos.

Está fundamentado no artigo 87, inciso V, da Lei Federal 8.069/90 (ECA) e seu objetivo, além de garantir a defesa jurídico-social deste público é, principalmente, fazer com que quem tenha o dever legal de atender o violado o faça. Isto o diferencia de uma assistência judiciária e lhe confere forte respeitabilidade no município frente aos demais agentes da rede municipal de atendimento.

 

  Centro Juvenil:

 O esporte está presente no cotidiano das Obras Salesianas, tendo uma participação efetiva por parte dos educandos.

Desta forma, o Centro Juvenil proporciona às crianças e aos adolescentes moradores em 66 (sessenta e seis) bairros da periferia da Cidade de Campinas, condições favoráveis de atendimentos, através de atividades físicas, esportivas e recreativas durante a semana e finais de semana.

Este Projeto possibilita adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas. A conscientização no que diz respeito à violência no esporte, e a importância da perseverança e regularidade no desenvolvimento das atividades quando se busca um aperfeiçoamento nas competências esportivas, também é trabalhada. Consideramos que a participação nas atividades esportivas estabelece relações equilibradas e construtivas, reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de si próprio e dos outros.

 

  Campanha União Pela Vida (UPV)

A Campanha União Pela Vida tem a finalidade de trazer valiosos colaboradores que de alguma forma acreditam na educação, e querem exercer o seu papel de cidadão consciente, ajudando a transformar as crianças e adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade social em adultos participativos e também conscientes de seus direitos e seus deveres.

 

 

 Trabalho Voluntário

 

FAÇA A SUA PARTE !!!!!

Voluntário é aquele que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte de seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos.

Qualquer pessoa pode se tornar um voluntário, independente do grau de escolaridade ou idade, o importante é ter boa vontade e responsabilidade, acima de tudo.

Uma Instituição Social não se realiza apenas com ideais. Para dar vida à sua missão, várias pessoas se mobilizam e dedicam seu tempo, talento e trabalho para transformar o sonho em uma realidade palpável.

A OSSJB precisa da colaboração de muitos voluntários, nos 03 Núcleos de sua ação, bem como na sua ação em meio da sociedade, desenvolvendo muitas atividades de suporte.

Assim, diariamente voluntários de diferentes campos e funções assistem, apoiam e trabalham em ações educativas dentro da Instituição, em busca do grande sonho de um Brasil solidário e cidadão.

E se você é como a gente que acredita em um mundo melhor, construído a várias mãos e corações, junte-se a nós: teremos o prazer de receber seu carinho, apoio e talento em nossa equipe

 

 

 Núcleo II – Vida Nova

A existência do Núcleo II deu-se devido à necessidade de descentralizar o trabalho da OSSJB. A descentralização, que é uma diretriz para o trabalho com a criança e com o adolescente estabelecida pelo CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), favorece o trabalho em muitos aspectos. A proximidade com a realidade social, a inserção na comunidade local e a vivência da rotina possibilitam uma intervenção mais voltada às necessidades da população atendida, além de propiciar uma convivência mais próxima e personalizada.

O trabalho no bairro Vida Nova iniciou-se em 1996 com um grupo de pais ou responsáveis, e era realizado por voluntários que se reuniam em um salão comunitário, espaço emprestado.

No ano de 1998, o Externato adquiriu um terreno no bairro, e a partir desta nova perspectiva começou-se a visualizar concretamente o projeto de descentralização. No segundo semestre deste ano, ainda sem uma construção, os adolescentes moradores dos bairros: Vida Nova, Vila Vitória e adjacências começaram a ser atendidos no barracão, utilizado como igreja do bairro Vila Vitória, até que a construção fosse concluída e que o trabalho pudesse acontecer nas suas dependências.

No final do ano de 1998, mais especificamente em meados de outubro, os educandos passaram a ser atendidos no próprio prédio do Externato e com melhores condições de desenvolver um trabalho sócio-educativo. Essa descentralização foi pioneira e tem surtido efeitos positivos para a comunidade.

O Núcleo II está situado em uma das áreas mais pobres da cidade de Campinas no bairro Vida Nova. A clientela é desfavorecida economicamente e necessita de uma formação cristã e de oportunidade para desenvolver habilidades, formar valores éticos, sociais e morais para alicerçar suas famílias e para o desenvolvimento pleno de suas capacidades.

A população atendida tem faixa etária que varia de 07 a 18 anos incompletos e tem características peculiares de desproteção: famílias desestruturadas, muitos casos de alcoolismo, com uma certa freqüência tem-se casos de maus-tratos, violência doméstica, negligência, etc. O que de fato permeia estas famílias é a miserabilidade e abandono das políticas públicas de proteção.

A transformação do educando é promovida através da formação humanista-cristã que promove a cidadania dos educandos e seus familiares, a prática da solidariedade, o convívio humano saudável e a paz. Essa nova visão do mundo muda a vida do educando, de seus familiares e da comunidade.

É importante ressaltar a relevância deste trabalho realizado no bairro Vida Nova, porque na época de sua implantação foi feita uma pesquisa onde se constatou que a maioria das crianças e adolescentes que viviam em situação de mendicância, trabalho informal ou perambulavam pelas ruas do centro eram moradores do bairro Vida Nova ou da região. Ainda hoje, constata-se que muitas crianças e/ou adolescentes desta região se encontram nesta situação, embora em número muito menor.

 

Programas:

  Programa Sócio–Educativo em Meio Aberto:

Oferece atividades diárias para educandos com faixa etária entre 12 e 18 anos incompletos, visando um processo educativo voltado à ressocialização, respeito às regras, ao estímulo para uma convivência harmoniosa, ao acompanhamento escolar e a superação de etapas da vida.

Como instrumentos para atingir o pleno desenvolvimento do educando, utilizamos algumas atividades específicas sendo elas: reforço escolar, digitação, comunicação e expressão, higiene e saúde, ensino religioso. Acreditamos que atividades lúdicas e esportivas contribuem de forma significativa para a formação integral, sendo assim, são oferecidas aulas de: capoeira, dança, tae kown do (arte marcial), violão, biscuit e futebol, que são optativas.

 

  Grupo União:

As famílias são as protagonistas deste projeto, o trabalho tem como objetivo dar condições de uma alimentação digna com distribuição semanal de sacolas contendo alimentos, seguido de conscientização realizadas através de reuniões semanais, visita domiciliares, atendimentos individuais, cujo objetivo é esclarecimento quanto aos valores nutritivo de cada alimento e sua preparação para garantir uma qualidade de vida, além de possibilitar às famílias o fortalecimento de seus vínculos, dar condições para a emancipação através de cursos profissionalizantes, visando a inserção no Mercado de Trabalho, assegurando o respeito e espaço de participação em busca da inclusão social das crianças , adolescentes e respectivas famílias.

 

  Programa Viva Leite:

Atualmente o Núcleo II atende 53 famílias, distribuindo 3 litros de leite (por criança de cada família), semanalmente. O programa é uma parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, Coordenadoria Setorial de Assistência Social, e OSSJB com o objetivo de atender crianças de 0 a 06 anos desnutridas, que são acompanhadas pelo Posto de Saúde da região (realizando a pesagem e os atendimentos necessários). As famílias recebem orientações e acompanhamento.

 

  Grupo Renascer:

Hoje, o Grupo Renascer oferece 12 oficinas profissionalizantes: culinária, manicure, eletricista, cabeleireiro, corte e costura, pintura em tecido, pintura, bonecos, ímã de geladeira, ponto cruz, crochê e bordado, atualmente atendendo 280 pessoas por semestre com idade a partir de 16 anos. As aulas acontecem duas vezes por semana e são adaptadas ao espaço físico existente na Unidade II da OSSJB.

É importante ressaltar que o Grupo Renascer foi criado com o objetivo de resgatar na população a auto-estima e o engajamento na construção da cidadania, e, através desses três anos de existência, é possível perceber que estes objetivos estão sendo alcançados, já que essas pessoas têm adquirido nova atitude e impulso diante das inúmeras dificuldades que enfrentam. O Projeto só tem a crescer, pois, em vista das limitações existentes (espaço físico, carência de materiais para realizar as oficinas), são obtidos ótimos resultados, e muitas pessoas hoje trabalham e sustentam suas famílias graças ao que aprenderam e aprendem nessas oficinas. Outras ainda, auxiliam como voluntárias nas atividades oferecidas.

 

  Centro Juvenil:

Objetiva proporcionar às crianças e aos adolescentes moradores no Bairro Vida Nova e região, condições favoráveis de atendimentos, através de atividades físicas, esportivas e recreativas durante a semana e finais de semana.

O esporte está presente no cotidiano das Obras Salesianas, tendo uma participação efetiva por parte dos educandos. No Núcleo II é desenvolvido atividades esportivas de 2.ª a 2.ª feira, em horários alternativos, proporcionando atividades diversificadas nessa área.

Este Projeto possibilita adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas. A conscientização no que diz respeito à violência no esporte, e a importância da perseverança e regularidade no desenvolvimento das atividades quando se busca um aperfeiçoamento nas competências esportivas, também é trabalhada. Consideramos que a participação nas atividades esportivas estabelece relações equilibradas e construtivas, reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de si próprio e dos outros. A Entidade visa conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, bem como, reivindicar locais adequados a fim de promover atividades esportivas de lazer, reconhecendo-as como uma necessidade básica na melhoria da qualidade de vida do adolescente e como um direito do cidadão.

 

  A Paróquia Dom Bosco

A ação social hoje em dia se torna possível unicamente graças à parceria com pessoas físicas e ou jurídicas, uma vez que, o poder público, que nem sempre é fiel à sua finalidade de promover o bem público, isto é, de todos, se torna cada vez mais incapaz de atender à população empobrecida.

A Paróquia Dom Bosco surge nesse imaginário, como um marco de entendimento do trabalho que a Obra Social São João Bosco faz. E forma um grande número de voluntários que atuam em todos os setores, e são adolescentes, jovens e adultos.

Embora a Paróquia Dom Bosco se configure como uma outra instância de promoção e formação do povo, age como expressão de fé, no entanto, anda de mãos dadas com a OSSJB, uma vez que, trabalha eficazmente mais de uma centena de famílias que vivem na miserabilidade e que, muitas vezes, têm filhos que freqüentam a obra social.

 

 

 Núcleo III – Parque Oziel:

A pedido do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) e da Associação de Moradores do Bairro, a OSSJB começou a desenvolver um trabalho educativo no bairro.

O trabalho sócio-educativo realizado pela OSSJB no Parque Oziel e região foi implantado no ano de 1999. O trabalho iniciou-se pelo bairro devido à grande demanda de crianças e adolescentes moradores nesta região de ocupação, portanto, vivendo em situação de risco.

A região invadida não possuía recursos de atendimento à população, saneamento básico a não ser uma escola que a princípio funcionou em condições precárias de atendimento, sendo estruturada em containers que serviram como salas de aula. Eram 11 containers onde estudavam cerca 500 alunos por período: manhã, intermediário e tarde. A instalação em containers ocasionou inúmeros problemas, a ponto da escola ter que ser transferida para um prédio alugado. O que também se tornou uma situação complicada devido ao fato da localização da escola ser em lugar inadequado: muito longe do bairro e próxima de rodovias. Alguns alunos, inclusive no trajeto de ida e vinda da escola foram seguidos e até assediados, o que levou muitos pais a tirarem os filhos da escola.

Após muita luta da comunidade, através de reuniões e reivindicações, a escola do bairro foi construída e começou a funcionar.

A população do bairro é estimada em aproximadamente 9.000 famílias e 45.000 pessoas.

No primeiro semestre de 1999, uma educadora social, realizava o trabalho através de visitas às famílias com o objetivo de formar grupos de adolescentes e de pais. O trabalho não tinha uma sede e ocupava os espaços que a comunidade disponibilizava, entre eles: terrenos desocupados, igreja e a cozinha comunitária.

Com o passar do tempo a educadora começou a ser acompanhada por um monitor de capoeira e formou-se um grupo de adolescentes, que não tinha local específico para sua reunião. Foi então que a Associação de Moradores de Bairro ofereceu uma sala onde funcionava uma cozinha comunitária que foi fechada. A sala era pequena e em péssimas condições, não apresentava possibilidade de ser um ambiente educativo saudável. Os Salesianos realizaram uma reforma na sala e até hoje usa suas dependências para realização de seu trabalho.

Em 2002 a Prefeitura Municipal implantou um Centro de Saúde no bairro que funciona ainda em condições não muito adequadas.

O trabalho realizado é muito importante para o bairro porque usa o tempo disponível das crianças e dos adolescentes com atividades saudáveis que prezam pelo aprendizado de valores cristãos, tirando-os da rua e do convívio com pessoas envolvidas no mundo do crime. Temos convicção de que através da aplicação do Sistema Preventivo de Dom Bosco poderemos aumentar a qualidade de vida dos educandos, de suas famílias e do próprio bairro, colaborando assim, para a construção de uma sociedade mais justa e digna.

 

Programas:

  Programa Sócio-Educativo em Meio Aberto:

No início do ano de 2003, todos os adolescentes atendidos no Núcleo foram encaminhados para o Núcleo Centro e passamos a dar maior atenção à demanda de crianças com faixa etária entre 07(sete) e 12(doze).

O atendimento desta população passou a ser no Oratório diário, com atividades que trabalham: reforço escolar, higiene e saúde, ensino religioso, capoeira, dança, canto e futebol.

No Núcleo III o Programa Sócio Educativo tem o objetivo de o ferecer um espaço educativo que fortaleça o espírito de família e hábitos fraternos de convivência através de atividades formativas diárias para que as crianças cresçam de forma saudável, se tornem conscientes de seu papel na sociedade e sejam capazes de intervir na sua realidade social, transformando-a.

 

   Oratório Festivo de Dom Bosco

O Oratório é um espaço criativo, fraterno e alegre que reúne crianças, adolescentes e jovens para realizarem atividades que ocupem o tempo livre com atividades educativas, promovendo a sociabilização, recreação, criatividade, convivência e formação de grupos de liderança que possam animar e educar, conscientizando para o exercício da cidadania.

Dom Bosco não foi o fundador do Oratório (que anteriormente se chamava Oratório Festivo). Sob sua orientação e modelo o Oratório deu certo, se firmou, se desenvolveu, se multiplicou e tornou-se presente no mundo inteiro. Tanto é assim que se tornou conhecido como Oratório de Dom Bosco.

Quando os educadores entendem o valor da família que é o Oratório e aceitam vivenciar a proposta educativa de Dom Bosco, tornam-se no dia-a-dia pais e mães dos educandos, consolidando uma organização educacional das mais produtivas e eficientes.

O campus territorial e pastoral do projeto oratoriano é sempre a periferia, onde estão crianças, adolescentes e jovens que não possuem oportunidades, têm tempo ocioso e que por isso estão mais vulneráveis à inserção na criminalidade. Em grande parte, o trabalho nos oratórios é realizado por educadores voluntários que se encantam com o Sistema Preventivo de Dom Bosco e querem vivenciá-lo através do contato com os oratorianos.

Dom Luciano Mendes de Almeida, o ideólogo da Pastoral do Menor, afirmou em 1982, no Capítulo Inspetorial dos Salesianos em São Paulo: “Eu peço um padre salesiano, que venha trabalhar na Pastoral da Criança e do Adolescente que estamos iniciando, e que nos ensine a fazer Oratório Festivo(...)eu tenho consciência que Deus destinou à organização chamada Oratório Festivo à salvação da Juventude. Deus suscitou Dom Bosco para isso. Precisamos ter um Oratório em cada rua desta cidade”.

As crianças, adolescentes e jovens precisam da existência do Oratório Salesiano para se ocuparem de forma educativa!

 

  Programa Viva – Leite:

O Programa VIVA LEITE do Parque Oziel é uma parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e OSSJB que visa dar atendimentos e acompanhamento às crianças de 0 a 06 anos, desnutridas, que são acompanhadas pelo Posto de Saúde da região. Atualmente o Núcleo II atende 53 famílias, distribuindo 3 litros de leite (por criança de cada família), semanalmente. As famílias também recebem orientações e acompanhamento.

 

  Programa de Apoio Sócio Familiar

O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90 - ECA) e a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) vieram para reforçar a importância do trabalho com as famílias, e é com esta consciência que a OSSJB oferece o Programa Orientação e Apoio Sócio Familiar (ECA - artigo 90, inciso I) às famílias das crianças e adolescentes atendidos em todos os Programas e Projetos Institucionais.

Sob a ótica da assistência social, a família, como núcleo natural e fundamental da sociedade, é o lugar por excelência de proteção e inclusão social. É onde se dá o primeiro contato das crianças e adolescentes com outras pessoas, é nela que aprendem a agir, o que devem pensar, e usam dos familiares como exemplos para suas vidas.

No trabalho com a criança e adolescente em situação de desproteção, ameaça ou violação dos direitos, o trabalho com as famílias é essencial e na OSSSJB é realizado por meio de ações sócio educativas e de geração de trabalho e renda, que contribuem para o seu processo de emancipação, para sua promoção e inclusão social, formando-as protagonistas do seu próprio desenvolvimento social.

O Programa Orientação e Apoio Sócio-Familiar, propõe favorecer o fortalecimento dos laços familiares, oportunizando a criação de espaços de socialização e construção de identidades e permitindo ainda que o grupo familiar se perceba como ente participativo e sujeito de direitos aos bens e serviços produzidos pela comunidade.

O trabalho se desenvolve em interface com outras áreas, com os serviços das demais políticas públicas e com os recursos existentes nas comunidades (vizinhanças, igrejas, associações de bairro, postos de saúde, etc), estabelecendo um sistema de rede onde são desenvolvidas diferentes ações, o que facilita as oportunidades de desenvolvimento pessoal e social e aumento do nível da qualidade de vida das famílias.

São realizados atendimentos individuais, visitas domiciliares e reuniões em diferentes grupos semanais, além do encontro mensal, realizado sempre no último sábado de cada mês.

As dinâmicas, orientações e atividades realizadas nos grupos semanais transcendem aos momentos de encontro atingindo rapidamente outros aspectos importantes na vida diária da família como o alcoolismo, violência, drogadição, desemprego, orçamento doméstico, geração de renda, direitos e deveres, saúde da mulher, etc.

As atividades de geração de renda respondem ao ritmo dos próprios pais, num primeiro passo com trabalhos artesanais, artísticos e dinâmicas apropriadas, passando posteriormente para oficinas e cursos conforme o interesse de cada um, sempre buscando o objetivo maior de percepção de suas verdadeiras necessidades para a melhora da qualidade de vida.

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